Meu caro amigo e irmão em Cristo, por estes dias estive intrigado com a tão difundida "(pré)eleição divina". Esta suposta eleição afligiu e torturou meu espírito durante bons momentos, se é que posso chamá-los de bons. Não estive aflito por crer ou descrer nesta crença professa de alguns homens de Deus. Segundo ela a "vontade secreta de Deus" justifica o homem seguir para o inferno por conta da contaminação malévola do seu arbítrio preso e carregado de pecado, dito assim no livro NASCIDO ESCRAVO de Lutero, nosso grande irmão reformador. Apreendi nessa obra o quanto nós somos pecadores e indignos da misericórdia divina. Todavia, a concepção de livre arbítrio de nosso irmão parece-me um tanto diferente do que compreendemos atualmente a esse respeito, pelo menos difere do que tenho entendido e chamado de livre arbítrio(capacidade de resistir ao evangelho da cruz). Pois bem, Lutero chama de livre arbítrio uma capacidade inata que haveria nos homens de chegar-se a Deus e ao evangelho de Cristo sem o Cristo, ou seja, algo impossível de ser real. Creio ter alcançado, com essa leitura, o dimensionamento real do meu pecado, vi o quanto sou pecador e miserável. Isso sim me afligiu enormemente, pois, como seria eu um eleito sendo tão manchado e enterrado nos meus pecados, dos quais fui nascido e criado. Foi então que lembrei de outra citação de Lutero: "a justiça de Deus me justifica". Em Paulo (apóstolo) aprendemos que necessitamos da graça do Senhor para alcançarmos a salvação de nossas almas. Não por obras mas sim pela bondade de Deus. Esta bondade que me faz crer, e a bíblia me refresca a consciência, que Jesus deu a vida por todos os homens (João 3:16). Então, se Ele veio para todos quantos nEle crer, nossa missão é gritar para o mundo o quanto somos pecadores e indignos da misericórdia do Senhor, que, mesmo jogados em nossos erros, somos amados por Ele e chamados para a salvação em Cristo O Filho de Deus e Deus vivo. Sendo todos os homens predestinados em Jesus para a vida eterna. Desta feita caro leitor, amigo, e irmão fiquemos tranquilos, não conformados, tranquilos sobre nossa condição de pecadores depravados por nossos pecados e, de maneira ainda mais intensa, amados e desejados para a libertação da escravidão realizada em nós pela maldade. Maldade não inata, porém projetada em nós pelo pecado, pois Cristo é nosso justificador e como está escrito em sua palavra você e eu, principalmente eu, necessitamos da graça salvadora e consoladora que nos transforma em autores de boas obras e que nos da a oportunidade de um dia nos encontrar com Ele em uma nova terra onde veremos um no céu (Apocalipse 21).
